29 de setembro de 2014

Nicole Scherzinger não é brasileira, mas não desiste nunca

A menos de um mês para o lançamento de seu segundo disco, “Big Fat Lie”, dois singles sem barulho algum e uma faixa vazada, a bruxinha do flop já assombra a ex-PCD. Será que agora vai?

O talento de Nicole Scherzinger é incontestável. Desde que ganhou fama, com as garotas do Pussycat Dolls, ela sempre se sobressaiu. Embora as outras meninas também tivessem suas qualidades, Nicole sempre teve mais oportunidade para mostrar seus dotes artísticos – e muito mais espaço que as outras – apenas pelo fato de ser a vocalista.

A vontade de crescer foi tão grande que não demorou muito para que o clima esquentasse e as meninas ficassem cada vez mais em segundo plano. Tal como ocorreu quando fora lançado “Jai Ho! (You Are My Destiny)”, single do relançamento de “Doll Domination”, onde Nicole era creditada como cantora, ao lado de A. R. Rahman, e as Pussycat Dolls como participação especial.

Mas antes do grupo chegar ao fim, Nicole vinha tentando alcançar seu lugar ao sol como cantora solo. Ou você não lembra do lendário e nunca lançado “Her Name Is Nicole”? Adiado inúmeras vezes, o disco acabou engavetado depois do fracasso das músicas lançadas como single. Veio então o “Killer Love”, que ganhou reconhecimento na Europa, mas não fez nem barulho nos Estados Unidos.

Fazendo sucesso como jurada convidada no “The X Factor UK”, um dos programas de maior audiência no Reino Unido, Nicole foi convidada para participar da temporada de lançamento da versão americana. Contratada como apresentadora, Scherzinger acabou substituindo Cheryl como jurada, que chegou a gravar algumas audições, depois da britânica ser dispensada por Simon Cowell. Era só mais um desastre para a carreira.

Nicole chovia no molhado, não se impunha e acabou recebendo uma enxurrada de críticas dos telespectadores – algo que nunca foi motivo de reclamação no Reino Unido, onde ela fazia um excelente trabalho. O resultado disso foi uma tentativa de lançar um single especialmente para os Estados Unidos, na final do programa, mas que morreu ali mesmo. Nunca vimos “Pretty” ganhar vida como single. Assim como o disco, depois de ser muito adiado, acabou tendo seu lançamento cancelado em solo americano.



Agora, com “Big Fat Lie”, Nicole Scherzinger vai tentar mais uma vez. Programado para ser lançado no Reino Unido em 20 de outubro, a ex-líder das PCD optou por uma balada para a sua reestreia nos Estados Unidos. Mas, “Run” acabou vazando antes da hora. Esse é o problema de Nic e sua equipe: aparece sempre um problema. E, por menor que ele seja, todo cuidado é pouco. A indústria na Europa é completamente diferente dos Estados Unidos. Enquanto a Terra da Rainha é mais tranquila, na terra de Obama a briga é muito mais voraz. E bem, tudo que faz sucesso por lá, acaba explodindo mundo afora.

“Your Love” e “On The Rocks”, extraídas do novo disco para servirem como músicas de trabalho, não mostraram a que vieram e tampouco fizeram barulho nas paradas. Outro fator importante é que, neste trabalho, Nicole Scherzinger está de casa nova. Trocou a Universal e a Interscope pela Sony e a RCA. Um ato de coragem, devido ao histórico terrível desta segunda.

Talento para explodir, Nicole tem de sobra. Mas enquanto se prestar a fazer um trabalho mediano, não musicalmente falando, vai estar sempre fadada a fracassar. Enquanto continuar com uma equipe que espera tudo sentada e acha que ela pode esperar o sucesso bater à porta, me desculpem, mas nunca vai acontecer.



E a quem disser que impacto nas paradas não é fator de relevância, não se esqueçam que “ARTPOP”, “Britney Jean”, “Kiss Me Once” e “Shakira.” foram devidamente esquecidos por suas gravadoras depois do fraquíssimo desempenho. E não estamos falando de artistas iniciantes. Lady Gaga, Britney Spears, Kylie Minogue e Shakira colecionam hits e tem anos de estrada.

O que posso desejar? Boa sorte!